domingo, novembro 16, 2008

Peso da Régua:Candidato Pedro Garcias propõe Loja do Viticultor na sede da Casa do Douro

Pedro Garcias, candidato à direcção da Casa do Douro (CD), quer transformar a sede da instituição numa Loja do Viticultor para o tratamento de todos os assuntos relacionados com a vinha e o vinho sem sair do mesmo edifício.





Pedro Garcias, viticultor e jornalista natural de Alijó, apresentou hoje oficialmente a sua candidatura à direcção da CD, cujas eleições decorrem a 01 de Fevereiro.

O candidato encabeça o movimento "Por uma Nova Vida para a Casa do Douro", que, segundo salientou "é económica e politicamente independente".

Uma das propostas reveladas por Garcias passa pela transformação da sede do organismo, localizada no centro da cidade do Peso da Régua, numa Loja do Viticultor, com modelo semelhante à Loja do Cidadão, dirigida aos produtores duriense.

A ideia passa por juntar no mesmo edifício os serviços do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) e do Centro de Estudos Vitivinícolas.

"É uma forma de facilitar a vida ao agricultor e ao mesmo tempo obter receitas porque os espaços seriam alugados", salientou.

A prioridade desta equipa será, segundo o candidato, precisamente o "saneamento financeiro" do organismo duriense, que actualmente possui uma dívida "superior aos 100 milhões de euros" ao Estado e à banca.

"É uma dívida colossal", frisou.

Para ultrapassar a asfixia financeira da instituição, Pedro Garcias defende "acordos de regime" com o Estado, IVDP e adegas.

Uma das ideias é, por exemplo, refrescar os vinhos da CD e ir colocando-os faseadamente no mercado aproveitando os vinhos novas das adegas.

"Seriam acordos de 20 ou 30 anos porque uma dívida desta dimensão e cerca de 10 milhões de litros de vinho não se paga ou vendem em poucos dias", referiu.

Se for eleito, o candidato quer ainda alienar da participação da CD na Real Companhia Velha (RCV), designadamente os 40 por cento adquiridos no início da década de 90.

Pedro Garcias salientou a importância "histórica" do cadastro da CD, e refere que o organismo tem que "conseguir negociar" uma prestação de serviços pagos pelo IVDP.

Para gerar mais receitas para a instituição representativa dos viticultores durienses, Garcias avança com novos serviços que a CD pode realizar como a elaboração de projectos para a reestruturação das vinhas ou para a candidatura aos apoios agro-ambientais.

"Temos que reforçar a confiança na CD. A partir desse momento as pessoas e os credores estão dispostos a negociar", sublinhou.

António Gouveia, antigo presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa, encabeça a lista de Garcias para o Conselho Regional de Viticultores e o antigo governador civil de Vila Real, o socialista Artur Vaz, foi convidado para a Comissão de Fiscalização.

O jornalista conta ainda com o apoio de autarcas como o presidente da Câmara de Alijó, Artur Cascarejo (PS), ou António Lima Costa (PSD), presidente da Câmara de São João da Pesqueira.

O ainda presidente da CD, Manuel António Santos, eleito pela primeira vez em 1999, já disse que vai tomar uma decisão sobre a sua recandidatura "em breve".
Noticia: www.noticias.sapo.pt

quinta-feira, novembro 13, 2008

Vila Real:Futuro da rádio em debate este fim de semana em Vila Real

O futuro das rádios está em cima da mesa a partir desta sexta-feira no Congresso Nacional de Radiodifusão que decorre em Vila Real, onde serão debatidos temas como a digitalização e a regulação.

"Escolhemos para debater neste congresso assuntos que têm que ver com o futuro das rádios e em que as rádios têm que pensar bem para ver como dar continuidade a algumas e enfrentar de novo outras", disse à Lusa José Faustino, director da Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR).

"A Regulação da Rádio na Era Digital" - "muito importante no presente e no futuro" - é um dos temas em debate.

O assunto ganha maior importância tendo em conta que »o mundo é uma aldeia global onde a informação circula com grande rapidez e onde já se fala do cidadão jornalista«.

«Há total liberdade de informação na Internet, sem qualquer regulação, e uma regulação excessiva imposta aos meios tradicionais. Queremos tentar perceber se a regulação não colocará os meios tradicionais em desvantagem face aos novos meios», referiu José Faustino.

A "Rádio na Internet - Ilusão e Realidade" é outro dos temas que irá reunir vários especialistas em Vila Real
"As emissões de rádios tradicionais na Internet e as 'webradios' são uma realidade. Agora interessa analisarmos se o conceito é o mesmo nas duas e se a aposta na Internet é um bom negócio", mencionou o presidente da APR.

Com a chegada da televisão digital, a digitalização da rádio voltou a estar na agenda, e como tal será debatida durante o congresso.

"Em Portugal há uma rede de DAB (Digital Audio Broadcasting), concessionada à Rádio Difusão Portuguesa (RDP) que não tem aceitação do mercado. Tendo em conta que vem aí a TV digital, temos de pensar que papel caberá aos operadores na implementação desta nova tecnologia e se será isto uma ameaça ou uma oportunidade para as rádios", explicou José Faustino.

A tendência para a convergência dos meios de comunicação é outro tema em análise
"É inegável a tendência tecnológica para a convergência. Há quem diga que as plataformas tecnológicas irão acompanhar esta tendência, mas há quem defenda o contrário. Pretendemos analisar se os novos meios e novos conteúdos devem convergir na mesma marca, com plataformas diferentes, ou se cada meio divergirá por si", explicou.

José Faustino deu um exemplo: "uma rádio que tem um bom site, com boa informação escrita deve continuar a ter a marca da rádio ou deve ser um meio novo, completamente à parte?".

Fora do congresso ficam temas como a nova lei da rádio e as quotas de música, »mas isso não significa que tenham perdido importância ou actualidade«.

Em simultâneo com o congresso, que termina domingo, decorre uma feira com mostras de equipamentos, tecnologias e serviços para radiodifusão.

Noticia in: Diário Digital

Lamego: Câmara de Lamego preocupada com a possível venda da Raposeira

Considerando o teor das notícias que têm vindo a ser veiculadas nos órgãos de Comunicação Social, envolvendo a Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e de que resultou a nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN), a Câmara Municipal de Lamego, manifestou publicamente, através de um comunicado emviado à nossa redacção, a sua preocupação pelos interesses representados pela referida sociedade na nossa região.
imagem em:www.vinhasdodouro.com.br

Como é do conhecimento geral, a Sociedade Lusa de Negócios é accionista maioritária das Caves da Raposeira, empresa nascida em Lamego por mãos de Lamecenses e pioneira na produção de espumante, tendo sido aqui, em Lamego, nas Caves da Raposeira, no ano de 1898, que pela primeira vez se produziu espumante em Portugal.
Segundo refere o comunicado da Câmara de Lamego “a Raposeira, é hoje, uma marca identitária de Lamego, de elevado prestígio nacional e de reconhecimento mundial, que nos últimos anos tem vivido algumas angústias existenciais, tendo passado por uma fase atribulada e decadente enquanto esteve entregue a um grupo económico que mantinha a produção sem que fossem adquiridas uvas na região, colocando em causa a sobrevivência dos pequenos viticultores locais e diminuindo o seu quadro de pessoal, pressentindo-se, agora, de novo, o aguçado apetite predador de grandes grupos económicos nacionais e estrangeiros, como foi o caso da tentativa de compra por um grupo italiano, em 2001, cujo objectivo de negócio consistiria apenas no registo do nome Raposeira, encerrando as suas portas em Lamego, com todo o processo de produção efectuado a partir de Itália”.
O mesmo comunicado refere ainda que “o espectro da transferência de propriedade paira novamente sobre as Caves da Raposeira, que, para a sua produção de espumante, acolhe as uvas de cerca de 400 viticultores da região, tornando-se este facto um importante e sustentável contributo no desenvolvimento económico e social do concelho de Lamego, quer no escoamento das uvas produzidas pelos viticultores locais, quer na manutenção dos postos de trabalho na empresa".
A concluir a Câmara Municipal de Lamego, diz “estar a acompanhar a par e passo todo o desenvolvimento desta situação, não se coibindo de intervir, se for esse o caso, na defesa e salvaguarda dos legítimos interesses da região e de um nome – Raposeira -que é uma referência nacional e internacional da cidade".

Francisco Lopes, presidente da Câmara de Lamego referiu à Rádio Douro Sul que "o comunicado visa sossegar a população em relação a esta importante empresa radicada em Lamego há 110 anos".
O presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, disse ainda à Rádio Douro Sul que o seu exectuvo já está no terreno para sensibilizar as várias partes intervenientes no processo
Apesar do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ter anunciado que a nacionalização do BPN não implicava que as empresas da SLN seriam abrangidas, sabe-se, no entanto, que alguns activos da holding SLN irão ser objecto de alienação e entre esses activos poderá estar a Raposeira. É nesse contexto que a Câmara de Lamego quer intervir no sentido de sensibilizar e poder vir a ajudar numa solução que permita que a Raposeira fique em mãos que assegurem a sua permanência em Lamego, como nos referiu o presidente da Câmara.
A Cãmara de Lamego, através do seu presidente, assegura que está neste processo com os 400 viticultores do concelho, que fornecem a matéria prima à Raposeira, bem como com os seu accionistas minoritários, administração da empresa e a SLN, por, segundo Francisco Lopes, ser essa uma obrigação da Câmara para com a região e uma marca como é a Raposeira identificativa da cidade.
Francisco Lopes revelou ainda à Rádio Douro Sul que a Câmara Municipal de Lamego está neste processo muito para além da simples solidariedade, admitindo "a possibilidade de intervir no negócio".

terça-feira, novembro 11, 2008

Douro Alliance: concurso "Laboratório de Ideias e Projectos"

A Douro Alliance lançou hoje o concurso "Laboratório de Ideias e Projectos" que visa seleccionar ideias inovadoras e projectos-piloto para potenciar e desenvolver o eixo urbano Vila Real, Régua e Lamego.
imagem em: www.diariodetrasosmontes.com


A Douro Alliance, que foi criada há meio ano, pretende transformar as três cidades num pólo urbano com mais massa crítica e capacidade de desenvolvimento.
Conceição Silva, a coordenadora do Gabinete Técnico do projecto, referiu que as candidaturas têm que ser entregues até 05 de Dezembro e que o concurso irá premiar, com seis mil euros, os três melhores projectos que contribuam para o desenvolvimento deste eixo urbano.
Adiantou que serão seleccionadas as ideias e projectos que "proponham a utilização das tecnologias de informação e comunicação como veículo de divulgação e trabalho, procurando estimular a inovação das actividades e dos agentes".
O professor da Universidades de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Fontaínhas Fernandes salientou que o concurso assenta em quatro "prioridades estratégias", nomeadamente a identidade do eixo, promoção do desenvolvimento sustentável, reforço da atractividade e competitividade e promoção da criatividade e inovação.
O "Laboratório de Ideias e Projectos", que está aberto a todos os cidadãos maiores de idade, é financiado pela Polis XXI e dinamizado pela empresa Vinideias.
A Douro Alliance está também a contactar todas as escolas secundárias das três cidades do eixo com vista ao lançamento de um outro concurso que pretende envolver a comunidade estudantil no projecto.
As candidaturas ao concurso "Cidade do Douro/Cidade do Mundo. Que desafios?" têm que ser entregues até 10 de Dezembro e o objectivo é que jovens, principalmente das áreas de geografia e economia, criem cenários futuristas de cooperação para o eixo.
Os alunos, que têm que ter menos de 19 anos e se poderão juntar em grupos de quatro, poderão ganhar até 1.200 euros e a escola.
A Douro Alliance é constituída pelas autarquias de Vila Real, Peso da Régua e Lamego, todas com liderança social-democrata, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), as associações comerciais e industriais de Vila Real e do Peso da Régua e as associações empresariais de Lamego e a Nervir (Vila Real).
As três cidades, que distam entre si não mais de 30 quilómetros, ligadas pela Auto-estrada 24, têm cerca de 100 mil habitantes, dos quais 51 mil residem nas sedes de concelho.
A Douro Alliance apresentou, em Outubro, uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico (QREN) que tem em vista a concretização de um plano estratégico.
Alguns dos projectos incidem sobre a mobilidade entre as três cidades, nomeadamente a criação de uma rede de transportes que una as três cidades, ou uma agenda cultural comum.
O "Douro Alliance" foi um dos cinco projectos apoiados pela Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU) a nível nacional, com 100 mil euros, entre 26 candidaturas.

Vila Real: UTAD referendo interno aprovou praxe


Cerca de noventa por cento dos 1.667 alunos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que votaram no referendo interno que decorreu ontem, estão a favor da praxe nos moldes como ela se faz actualmente.
O Conselho de Veteranos da UTAD chamou os alunos a responder à questão "Concordas com a existência, regulamentação e fiscalização da praxe académica na forma em que se encontra no código de praxe?".
Paulo Rosa Santos, o "venerável ancião" do Conselho de Veteranos, disse à Lusa que votaram no referendo interno 1.667 dos cerca de 6.000 alunos que estudam na academia transmontana.
Noventa por cento votaram sim, 9,84 por cento responderam não e menos de um por cento de votos foram brancos ou considerados nulos.
Paulo Rosa Santos explicou que, com esta iniciativa, se pretendeu mostrar a posição dos estudantes universitários relativamente a uma delimitação ao tempo e locais onde decorre a praxe. O responsável critica a diminuição do "período de praxe", salientando que "não haverá tempo para a realização de todas as tradicionais actividades que servem para a integração dos novos estudantes".
Referiu ainda que, para além do 'campus', os actos de praxe também decorrem na cidade o que, na sua opinião, também serve para integrar e dar a conhecer a mesma aos caloiros.
Os resultados do referendo serão entregues à Reitoria e ao Conselho Geral da UTAD

quinta-feira, novembro 06, 2008

Douro:Conselho de Viticultores da Casa do Douro reúne sábado para agendar as eleições



O Conselho de Viticultores da Casa do Douro (CD) reúne sábado para agendar as eleições para o organismo representativo da lavoura duriense, disse hoje à Agência Lusa o presidente do conselho.
Miguel Videira referiu que, como se trata de uma segunda convocatória, a reunião do Conselho de Viticultores poderá decorrer mesmo que só estejam presente um terço dos 125 conselheiros.
A 25 de Outubro, o órgão não se chegou a reunir por falta de quórum, já que não compareceram metade dos 125 conselheiros como estipula o regulamento.
Para além de serem analisadas as propostas de datas para a realização das eleições, a direcção da CD vai ainda apresentar no sábado aos conselheiros uma proposta apresentada pela Real Companhia Velha (RCV) com vista ao acerto de contas com esta empresa.
Segundo Miguel Videira o conselho poderá também ajudar a esclarecer a questão da representação da produção no Conselho Interprofissional do IVDP.
Os elementos da produção, representada pela CD, saíram do Conselho Interprofissional por faltas, tendo depois colocado o lugar à disposição.
O mandato da direcção da CD, liderada por Manuel António Santos, terminou em Março, mas segundo Miguel Videira, o conselho resolveu adiar a marcação das eleições porque decorriam negociações de muita importância para o organismo duriense.
O conselho encarregou a direcção de tentar levar até ao fim os dossiers da venda da participação da CD da venda da RCV e o acerto de contas e desacertos com esta empresa que já vêm de há 18 anos.

foto em: www.maraoonline.com


Por causa do adiamento do Conselho de Viticultores em Outubro, o candidato à Casa do Douro, o jornalista e viticultor Pedro Garcias, apelou a uma intervenção do Governo e do Ministério Público.
"Apelo ao Governo e ao Ministério Público, que, em nome do interesse público, tomem em mãos este processo, destituam os órgãos sociais da CD e nomeiem uma comissão administrativa idónea para tomar conta da instituição e marcar o mais rapidamente possível eleições", afirmou na altura à Agência Lusa.

foto em: www.semanariotransmontano.com

Por sua vez, o presidente da CD, Manuel António Santos, garantiu que "ninguém está a recusar marcar eleições".
Acrescentou que a direcção da CD propôs a realização do acto eleitoral a 30 de Novembro, a 07 ou a 14 de Dezembro.
No entanto, sublinhou que todo o processo depende de uma comissão eleitoral, eleita pelo próprio conselho, que recebeu muitos apelos para que não se misturasse a época natalícia com o período eleitoral.
O presidente referiu ainda que, só após ser anunciada a data para a eleição da CD, é que se irá pronunciar sobre a possibilidade de se recandidatar ou não ao cargo que ocupo desde 1999.

Vinho: Associação de Municípios Portugueses do Vinho escolhem em Dezembro primeiro concelho "Cidade do Vinho"

O secretário-geral da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), José Arruda, disse hoje à agência Lusa que será anunciado em meados de Dezembro o concelho que irá ostentar pela primeira vez o título "Cidade do Vinho".
"Vamos criar o título 'Cidade do Vinho Ano 2009'. Estamos a aceitar propostas e já temos candidaturas de municípios do Douro, do Ribatejo e Oeste e do Alentejo", disse José Arruda, à margem da apresentação da conferência e projecto "Vinopolis".
Segundo o secretário-geral, a cidade escolhida vai acolher ao longo do próximo ano várias iniciativas de promoção do vinho, nomeadamente feiras e concursos.
A AMPV foi criada em Abril de 2007, na sequência de um desafio lançado pelo presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas, a cerca de 20 outros municípios.
A associação tem actualmente cerca de 70 municípios associados, todos eles com "forte dependência económica da viticultura" e interessados em promover e valorizar este sector, em complemento com outros sectores próximos, como o turismo, cultura, comércio e promoção de recursos naturais.
A AMPV apresentou hoje, no Porto, o programa da conferência de abertura do projecto "Vinopolis - Cooperando através da cultura para uma cidadania activa", que vai decorrer dias 10 e 11 em Lamego.
Este projecto, apoiado pela União Europeia através do programa "Europa para os Cidadãos", visa "promover um espaço de reflexão, de diálogo e de união entre as diversas regiões vitivinícolas europeias e os seus cidadãos".
O "Vinopolis" conta com a participação de 18 municípios economicamente dependentes da actividade vitivinícola e ligados entre si por acordos de geminação, tendo como objectivo final a "criação de uma rede de informações e comunicação entre os municípios geminados que vise a consolidação das parcerias já existentes e a simplificação de novas parcerias e projectos comuns entre os vários municípios".
A participação portuguesa abrange os municípios de Arruda dos Vinhos, Batalha, Cadaval, Cartaxo, Lamego, Marco de Canaveses, Moura, Sabrosa, Santarém e Ponte da Barca.
José Arruda referiu que a conferência de Lamego vai reunir cerca de 70 participantes, estando previstas intervenções de Jean Paul Angers, secretário-geral da Assembleia das Regiões Europeias Vitícolas (AREV), Floriano Zambon, presidente da Rede Europeia de Cidades do Vinho (Recevin), e Paolo Benvenuti, presidente da Associação Internacional Rota do Vinho.
A conferência "Vinopolis" terá ainda a presença de Eduardo Cabrita, secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, António José Seguro, presidente da Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, Margarida Marques, chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal, e de Vasco d'Avillez, presidente da Viniportugal

sexta-feira, outubro 31, 2008

Douro: ADVID quer "cluster" para promover projectos e tirar partido do QREN

imagem em:www.1.bp.blogspot.com

A Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID) quer transformar-se num grande 'cluster' para a investigação e desenvolvimento da fileira da vinha e do vinho, congregando todos os agentes da Região Demarcada do Douro.
“Trata-se de uma iniciativa consensual de investigação e desenvolvimento, sem precedentes no sector português do vinho”, afirmou em comunicado o presidente da ADVID, José Sousa Soares.
O responsável referiu que a Associação apresentou uma candidatura ao Ministério da Economia e Inovação para obter o reconhecimento do 'cluster' como Estratégia de Eficiência Colectiva.

O objectivo é tirar partido dos incentivos do Quadro de Referência Estratégia Nacional (QREN) que são mais favoráveis quando é reconhecida uma lógica de 'cluster' que, neste caso, representa uma concentração dos mais diversos agentes ligados à fileira vitivinícola duriense.

José Sousa Soares referiu que, com esta iniciativa, a Associação quer promover projectos de investigação e desenvolvimento, focados na criação de valor para o negócio do vinho numa região classificada pela UNESCO como património da humanidade.

O 'cluster' possui um “ambicioso” plano de acção a médio prazo que desenvolverá temáticas como a adaptação da cultura às alterações climáticas, a preservação da variabilidade genética das castas de videira nacionais e a zonagem, uma cartografia tridimensional dos potenciais vitícolas e enológicos de toda a região.

A associação pretende rentabilizar os meios já existentes e cooperar na utilização dos que venham a ser criados (pólos de competitividade, parques tecnológicos) no sentido de gerar maior valor acrescentado, numa perspectiva de sustentabilidade para o negócio do sector.

A Associação congrega empresas exportadoras, sociedades vitivinícolas, produtores-engarrafadores, adegas cooperativas, associações sectoriais, organismos reguladores, universidades nacionais e estrangeiras, empresas metalúrgicas, biotecnológicas, consultoras agrícolas ou viveiristas.

A Associação foi fundada em 1982 e o seu orçamento é financiado totalmente pelo sector privado.

Associou-se à Rede Nacional de Selecção da Videira, que junta 16 entidades de todo o país, contribuindo para a selecção clonal da casta Touriga Nacional, salvando-a da quase extinção em que se encontrava no início dos anos 80.

VILA REAL: XI Congresso Nacional de Radiodifusão decorrerá de 14 a 16 de Novembro

imagem em: www.apradiodifusao.pt
Vai decorrer em Vila Real nos dias 14, 15 e 16 de Novembro, o XI Congresso Nacional de Radiodifusão, este encontro tem por objectivo reunir o maior número de empresas de radiodifusão do país, procurando criar um amplo e participado espaço de debate. O início dos trabalhos está agendado para dia 15 de Novembro – Sábado – pelas 10h00, no Teatro de Vila Real, sendo a sessão de abertura do Congresso presidida pelo Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, que tutela a pasta da Comunicação Social.
Quanto aos trabalhos do Congresso, destinado à discussão de algumas das temáticas de maior destaque e importância para o futuro do sector, debaterá os seguintes temas:
“Rádio na Internet – Ilusão e Realidade”
“A Regulação da Rádio na Era Digital”
“Digitalização da Rádio – Ameaça ou Oportunidade”
“Novos Meios, Novos Conteúdos – Convergência ou Divergência?”

Paralelamente ao Congresso, decorrerá uma feira de exposições de equipamentos e serviços para radiodifusão, no Pavilhão da Associação Empresarial da NERVIR, a inauguração da feira está marcada para dia 14 – sexta-feira – às 21h00, numa cerimónia que conta com a presença do Governador Civil de Vila Real, António Martinho.
Várias empresas garantiram já a sua presença nesta iniciativa.
A edição deste ano do Congresso volta a estar aberta à participação de todos os interessados – estudantes, especialistas e estudiosos do sector e de matérias relacionadas com o meio rádio.
Para mais pormenores sobre o Congresso, nomeadamente para aceder à ficha de inscrição e outros elementos sobre esta iniciativa, pode ser consultado o portal da Associação Portuguesa de Radiodifusão, em HYPERLINK "http://www.apradiodifusao.pt" www.apradiodifusao.pt
A organização, pretende ainda com este Congresso dar a conhecer aos participantes a região duriense e nesse sentido, conta para além do apoio da autarquia de Vila Real, com os apoios das autarquias de Sabrosa e Lamego onde vão ser realizada duas refeições.

Lamego:Presidente da Câmara desmente que alunos estejam a ter aulas em contentores

O presidente da Câmara Municipal de Lamego nega a notícia avançada pelo Sindicato dos Professores da Região Centro. Francisco Lopes garante que não há alunos do primeiro ciclo a terem aulas em contentores.
O Sindicato dos Professores da Região Centro denunciou na quarta-feira que alguns estudantes do primeiro ciclo de vários concelhos da região de Lamego estão a ter aulas em contentores de dimensão muito reduzida.

Mas o presidente da Câmara Municipal de Lamego, Francisco Lopes, garante que é mentira e assegura que os alunos do primeiro ciclo estão em escolas com «perfeitas condições, aprovadas pela DREN (Direcção Regional de Educação do Norte)».

«É mentira aquilo que foi vinculado. Temos o ensino superior e o ensino profissional em contentores, mas não temos o primeiro ciclo em contentores de maneira nenhuma», esclareceu Francisco Lopes.

Para além do caso de Lamego, o Sindicato dos Professores da Região Centro denuncia também irregularidade nos concelhos de Cinfães e de Aveiro.
Notícia TSF

Vila Real: Quercus e movimento cívico contra traçado da Auto Estrada Transmontana

iamgem em: www.diariodetrasosmontes.com

A Quercus e o movimento cívico "Cidadãos por Vila Real vão apresentar uma queixa à Comissão Europeia contra o traçado da Auto-estrada Transmontana que atravessa Rede Natura 2000 junto àquela cidade e vai custar 100 milhões de euros.

"Face à teimosia do Governo, que ignora as questões ambientais e económicas, vamos avançar com uma queixa para a Comissão Europeia, que é quem financia parte da obra", afirmou hoje à Lusa o dirigente da associação ambientalista, João Branco.

Menos de uma semana depois de o Governo ter anunciado a concessão da Auto-estrada Transmontana ao consórcio liderado pela Soares da Costa, representantes da Quercus e do movimento cívico reuniram, quarta-feira à noite, para "redefinir estratégias" contra o traçado a sul da cidade de Vila Real.

Em paralelo, a Quercus mantém a intenção de uma acção judicial contra o Estado português por alegadas "ilegalidades" no processo da futura auto-estrada 4, no que diz respeito aos sete quilómetros que vão passar junto a Parada de Cunhos, Folhadela e Constantim.

As queixas da associação incidem, designadamente, na passagem da via pela Rede Natura 2000 e na construção de um viaduto de quase três quilómetros de comprimento e uma altura equivalente a um prédio de 50 andares.

Segundo o dirigente, os sete quilómetros em causa vão custar "cerca de 100 milhões de euros", ou seja, "representam um terço do custo total dos 130 quilómetros da Auto-Estrada Transmontana.

Tal como o movimento "Cidadãos por Vila Real", a Quercus defende a utilização do actual traçado do Itinerário Principal (IP4) que passa a Norte da cidade transmontana alegando ser a solução "mais barata" e "com menor impacto ambiental".

"Seriam poupados 100 milhões de euros que dariam para reabilitar todas as escolas primárias e secundárias de Trás-os-Montes e Alto Douro", sublinhou.

Acrescentou que "não faz sentido estar a gastar esta verba desnecessariamente", principalmente "tendo em conta a actual situação de crise económica e financeira".

Com a queixa à Comissão Europeia, ambientalistas e moradores esperam que ainda possa ser alterado o traçado em causa, visto que, segundo João Branco, a obra tem financiamento comunitário e estão precisamente "em causa questões económicas e ambientais".

Por causa dos protestos, o Governo, através da Estradas de Portugal, já tinha garantido um desvio do traçado desta auto-estrada a Sul na zona de Parada de Cunhos

O IP4 será aproveitado na maioria da sua extensão para a construção da A4 entre Vila Real e Bragança.

A adjudicação à Soares da Costa é ainda provisória, uma vez que as regras do concurso ditam que haja agora, durante 10 dias úteis, um período de audiência prévia em que podem ser apresentadas reclamações.

Este consórcio foi escolhido por ter apresentado um preço mais baixo ao longo do prazo da concessão, nomeadamente 30 anos. Na construção (incluindo expropriações e equipamentos) a sua proposta é de 508 milhões de euros.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Lamego:ESTGL debate amanhã Direito do Turismo no I Simpósio Internacional

A Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego (ESTGL) organiza o I Simpósio Internacional de Direito do Turismo- “Lex Turística Duriensis”, que terá lugar amanhã, 3 de Outubro, na Escola de Hotelaria de Lamego.
Promover a reflexão e debate sobre temas como “O ordenamento turístico no Direito do Planeamento e Ordenamento do Território”, “Rede Fundamental de Conservação da Natureza – espaços protegidos, novo regime jurídico”, “Os planos de Interesse Nacional”, “Douro Património Mundial – evolução jurídica”, entre outros.

Segundo Ana Branca Carvalho, jurista e docente na ESTGL, "o Simpósio pretende uma visão mais ampla da região, no sentido de deixar a parte nacional e passar à questão Ibérica e internacional".

Depois do Alentejo e a convite do Dr. Manuel David Masseno, do Instituto Politécnico de Beja, chegou a vez da região duriense partilhar as experiências, conhecimentos e investigações e lançar a partir daqui as bases para uma cooperação ao nível internacional no âmbito do Direito do Tusirmo.

"Estabelecer e desenvolver um diálogo internacional são os propósitos deste Simpósio". Para o efeito convidou várias individualidades de reconhecido mérito nas temáticas que vão ser debatidas, como referiu Ana Branca Carvalho.

O público alvo do I Simpósio Internacional de Direito do Turismo deve ser toda a gente e tem como principais destinatários; Advogados, Profissionais da área do Turismo, Profissionais de Gestão Hoteleira, Alunos das áreas de Turismo, Gestão, Hotelaria, entre outros, responsáveis pelas áreas de Ordenamento do Território e licenciamento turistico e Assessorias Autárquicas.

Ana Branca Carvalho considerou que "a falta de informação é terrível, porque estamos perante uma nova realidade na área do Direito do Turismo".

A organização do Simpósio Internacional de Direito do Turismo contou com a colaboração de várias entidades para a sua divulgação. Para além dos órgãos de comunicação locais,como a Rádio Douro Sul ou os Semanários Regionais, foi amplamente divulgado no site da Ordem dos Advogados e a própria organização enviou mais de vinte mil circulares através de correio electrónico.

Álvaro Bonito, director da Estgl, a propósito da realização deste Simpósio, referiu à RDS que "a Escola está atenta ao que se passa à sua volta e deve criar mecanismos de intervenção que possam servir os interesses locais"

Para o director da ESTGL o Simpósio não se destina apenas aos alunos e tem como principal destino sensibilizar a comunidade onde actua, norte do distrito de Viseu.

A criação da Associação Nacional do Direito do Turismo e Viagens, com sede na ESTGL, segundo Álvaro Bonito "é um incentivo e reconhecimento pelo trabalho da Escola e dos jurista que ali trabalham nesta área"

Passado o período de balanço e consolidação da Escola, Álvaro Bonito pretende agora que a ESTGL crie dinâmicas diferentes.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Douro Interior: Novas Auto Estradas com portagens

Dos mais de 1.250 quilómetros de novas estradas que estão a concurso, integradas no pacote de 12 concessões que o Governo está a lançar, 427 quilómetros dos 628 que terão perfil de auto-estrada vão ter desde logo portagens. No entanto, nos cadernos de encargos das novas vias, a que o Negócios teve acesso, é deixada a porta aberta para a introdução de portagens em mais troços das novas vias.

É pelo menos este o caso das concessões Douro Interior, Auto-Estrada Transmontana e Auto-Estradas do Centro, que juntas poderão ver portajados mais 163 quilómetros

Tua:prazo do inquérito ao último acidente na linha prolongado por mais um mês

O prazo do inquérito ao último acidente na linha do Tua foi prolongado por mais um mês a pedido da Faculdade de Engenharia do Porto, anunciou o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC).
O prazo de 30 dias estipulado pelo ministro Mário Lino para a Comissão Técnica de Investigação (CTI) apresentar conclusões terminou segunda-feira, mas vai ser prorrogado por mais um mês.

A CTI continua sem ter uma explicação para o acidente de 22 de Agosto em que morreu uma pessoa no descarrilamento de uma automotora, com 47 passageiros a bordo.

Segundo disse à Lusa fonte do MOPTC, «por não haver ainda uma conclusão sobre as causas é adiado o prazo da conclusão do inquérito».

O adiamento foi pedido pela Faculdade de Engenharia do Porto, que alegou «necessitar de mais tempo para investigar as circunstâncias do acidente».

Num ano e meio este foi o quarto acidente na linha do Tua, com quatro mortos e várias dezenas de feridos.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Cinfães: Municipio ofereceu Cruzeiro a pessoas portadoras de deficiência

A Câmara Municipal de Cinfães levou ontem ao II Cruzeiro no Rio Douro pessoas portadoras de deficiência.

O passeio, entre Porto Antigo (Cinfães) e Régua, envolveu cerca de 120 participantes, entre pessoas portadoras de deficiência e respectivos acompanhantes e convidados, nomeadamente presidentes das Juntas de Freguesia e das Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho de Cinfães.

O Cruzeiro partiu de Porto Antigo pelas 10h00.

Sabrosa:Operadores turísticos filipinos unem Fátima ao concelho de Sabrosa

Os operadores turísticos filipinos estão a organizar viagens que aliam o fervor religioso daquele povo ao navegador Fernão de Magalhães, unindo Fátima ao concelho transmontano de Sabrosa, disse à Lusa o presidente da autarquia, onde vai ser construído um Centro que custará um milhão de euros.
José Marques referiu que o turismo filipino é de índole muito religiosa, por isso muitas das viagens organizadas pelos operadores trazem os turistas a Lisboa e a Fátima.
Mas o povo filipino é também um admirador incondicional de Fernão de Magalhães, que foi morto na ilha de Cebu (parte do arquipélago das Filipinas) por aquele que é hoje considerado um herói nacional, Lapu-Lapu.
Agora, segundo o autarca, esses mesmos operadores estão a acrescentar aos destinos turísticos o Porto e Sabrosa, concelho que reivindica ser a terra natal de Fernão de Magalhães, o navegador responsável por um dos maiores acontecimentos históricos, a primeira viagem de circum-navegação

Douro: Vinhas, Quintas, Caves e Adegas do Douro estarão de portas abertas dias 27 e 28 de Setembro

Vinhas, Quintas, Caves e Adegas do Douro estarão de portas abertas aos visitantes nos dias 27 e 28 de Setembro. Cerca de 40 locais responderam ao desafio lançado pela Rota do Vinho do Porto para comemorar o Dia Mundial do Turismo e promover a época marcante da região: as vindimas.

À paisagem única da Região, juntam-se outros ingredientes que prometem uma escapadela memorável: além das actividades próprias de cada Quinta, também outros espaços se vão preparar propositadamente para estes dois dias, seja o caso de restaurantes destacados no panorama gastronómico do Douro e do País, seja o próprio Museu do Douro que vai abrir as portas, numa pré-abertura antes da inauguração oficial.

Abrem-se as portas no Douro, num convite para usufruir do equilíbrio perfeito entre a tradição dos socalcos, do artesanato, das festas e romarias, e a modernidade de novas tecnologias e espaços de luxo e requinte, sempre com o fundo da obra excepcional do homem e da natureza: a dramática escultura dinâmica das vinhas, oliveiras e amendoeiras, as falésias abruptas que mergulham vertiginosamente nas águas do Douro.

Santa Marta de Penaguião:Contrariar "flagelo" da exploração de imigrantes romenos

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) promove a 10 de Outubro uma acção de sensibilização em Santa Marta de Penaguião para tentar contrariar o “flagelo” da exploração de imigrantes romenos, anunciou o presidente da câmara.
O socialista Francisco Ribeiro, disse à Agência Lusa que são cerca de “quatro centenas” os imigrantes que estão instalados e trabalham no concelho, principalmente na agricultura, a maior parte deles proveniente da Roménia.

O autarca referiu que estas centenas de romenos se espalham essencialmente pelas localidades de Santa Marta de Penaguião, São João de Lobrigos e São Miguel de Lobrigos e lamentou que “muitos sejam explorados e maltratados” pelos empregadores locais.

“É um verdadeiro flagelo e não sei como vamos resolver isto”, frisou.

O concelho de Santa Marta de Penaguião possui cerca de 9.000 habitantes.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Viseu. Celebrou Dia do Município

No Dia do Município e feriado em Viseu, celebrado este domingo, Fernando Ruas, presidente da autarquia, atirou farpas contra o governo socialista e desferiu indirectas sobre eleitos do PS local.
Num discurso de 13 minutos, proferido no salão nobre dos Paços do Concelho, abarrotado de convidados e de funcionários que foram distinguidos com diplomas e medalhas, pelo serviço prestado com zelo à autarquia, Ruas não falou de forma implícita da criação da universidade pública ou do combóio, duas exigências antigas ainda não concretizadas, mas acusou o governo socialista de andar a "falhar com Viseu", contrapondo que as câmaras são exemplos de trabalho e dão cartas no desempenho municipal, andando à frente da obra da administração central.
"A Polícia de Segurança Pública de Viseu (PSP) tem menos 60 efectivos do que devia, e a GNR está também desfalcada de homens. A estrada Viseu-Sátão só vai estar requalificada em 2010. É tudo

Fotografia de Nuno Tavares


muito lento. O governo arrasta os pés, mas nós mostramos obra, mostramos como se trabalha", enfatizou.
"Se não fossem os municípios, mais de metade dos investimentos não eram feitos", disse Ruas, numa crítica directa ao PIDDAC (Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central), um documento que é quase sempre posto em causa pelo autarca, por causa da escassez de obras inscritas.
E sobre a descentralização de competências, do Governo para as autarquia locais, Ruas voltou a reafirmar que só aceitará receber novas competências "quando tudo estiver esclarecido entre as duas partes, governo e câmara".

sábado, setembro 20, 2008

Douro: Candidturas para a reconversão das vinhas a partir de Outubro

O ministro da Agricultura, Jaime Silva, anunciou ontem no Douro que as candidaturas para a reconversão das vinhas abrem em Outubro com vista à produção de vinhos de excelência.
Jaime Silva visitou hoje o Douro, numa altura em que se inicia a azáfama das vindimas na mais antiga região demarcada do mundo.
"Queremos sobretudo concentrar o dinheiro na reestruturação, ou seja apostar em vinhas de qualidade para termos vinhos de excelência, e na promoção para valorizar esses nossos vinhos nos mercados internacionais", afirmou o ministro no decorrer de uma visita à Quinta das Carvalhas, na zona do Pinhão, pertencente à Real Companhia Velha (RCV).
De acordo com o ministro, as candidaturas para a reconversão das vinhas decorrerão nos próximos cinco anos.
Jaime Silva adiantou ainda que uma das novidades é a possibilidade de os pequenos viticultores se unirem para poderem apresentar candidaturas conjuntas e aumentar as ajudas.
"Reconverter meio hectare é muito caro para a rentabilidade que se vai tirar. Por isso, se houver reconversões colectivas de pequenos viticultores as ajudas serão melhores", frisou.
O objectivo será reunir, entre os pequenos agricultores, áreas de seis a sete hectares de vinha de forma a poderem ser majoradas as ajudas à reconversão.
Recordou que, na negociação sobre o vinho na União Europeia foi conseguido um envelope financeiro de 71 milhões de euros por ano para a vinha, 79 por cento dos quais se destinam a investir na modernização da produção e plantação de vinhas com castas de qualidade.
Jaime Silva referiu ainda que o Douro não apresentou "qualquer candidatura" para o programa de arranque de vinhas, sendo que em todo o país o total de candidaturas apresentadas corresponde a 5.100 hectares.
"É um bom sinal. É um sinal de que as pessoas sentem que as suas uvas estão a ser valorizadas", afirmou.
O ministro aproveitou para, mais uma vez, apelar à fusão e modernização das adegas cooperativas, relembrando os 10 por cento de majoração para os investimentos dessas estruturas, que foram negociados com Bruxelas.

"Estamos a dar uma discriminação positiva às adegas para os próximos dois a três anos", salientou.
Nesta visita pelo Douro, o ministro passou ainda pelas Caves Santa Marta, em Santa Marta de Penaguião, que este ano celebram 38 anos da primeira fusão entre cooperativas vinícolas, em Portugal.
Aquela que já foi uma das maiores empresas agro-industriais do país está a atravessar por algumas dificuldades financeiros que correspondem, segundo o governante, ao Douro que "ainda coloca algumas preocupações".
"Muitas das adegas têm uma situação financeira difícil, começaram a prorrogar os prazos para pagamento das uvas aos viticultores e nós não podemos deixar que esta situação se arraste. Temos que provocar aqui um sobressalto", sublinhou.
Mas hoje Jaime Silva fez também questão de visitar o "outro Douro".
"Vejo investimentos, novas quintas, novas áreas de plantação, vejo a replantação dos socalcos e a modernização das adegas", afirmou.
Um dos exemplos de investimento e modernização é dado pela RCV que recentemente adquiriu a Quinta de Ventozelo, uma das maiores e mais antigas quintas do Douro, que faz fronteira com a Quinta das Carvalhas, já propriedade da empresa portuguesa.
A junção das duas quintas deu origem à maior propriedade no Douro.
O presidente da RCV, Pedro Silva Reis, disse que esta aquisição representou um crescimento de quase 50 por cento da área de vinho.
A empresa passou a ter 735 hectares de vinha em produção no Douro e estima, neste vindima, ter uma produção na ordem das seis a sete mil pipas.
Apesar dos 252 anos da RCV, Pedro Silva Reis diz que a empresa se quer "manter jovem, usando tecnologia de ponta na vinha e uma enologia moderna".
"Já começámos a vindima. Os mostos apresentam-se muito bem, com bons índices de maturação. Agora só estamos a rezar para que não chova para a semana como diz a meteorologia", salientou o responsável.
Jaime Silva sublinhou também a qualidade dos vinhos prevista para este ano e referiu que a quebra de produção no Douro não vai ser tão grande quanto de estimava.

Segundo dos dados da Associação do Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), para este ano, a expectativa de produção era de cerca de 211 mil pipas de vinho, num intervalo de 186 a 235 mil pipas.
As previsões apontavam para uma quebra, em relação à estimativa apresentada em 2007, na ordem dos 13 por cento.
As previsões da ADVID foram divulgadas em Julho e efectuados com base no modelo de pólen, recolhido entre Maio e Junho nas três sub regiões do Douro, nomeadamente o Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.
"Há alguma quebra mas não tanto como se anunciava e há sobretudo uma excelentíssima qualidade este ano", concluiu o ministro da Agricultura